Nilson Leitão reúne lideranças de Sinop que prometem endurecer com o governo em favor da Saúde

Diante das dificuldades enfrentadas no setor da Saúde no município de Sinop, o deputado federal Nilson Leitão reuniu na tarde do último sábado (21) com o secretário de Saúde de Sinop, André Marchioro, a diretora do Escritório Regional de Saúde, Francisca Barbosa Teixeira, os vereadores Joacir Testa (PDT), Adenilson Rocha e Dilmair Callegaro, ambos do PSDB, o suplente de vereador Célio Garcia (DEM), o administrador do Hospital Santo Antonio, Wellington Randall e Antonio Sérgio Amaral, diretor da unidade.

“Estamos vendo o quadro da saúde pública cada vez pior. Precisamos mais do que nunca nos unir para, entendendo as dificuldades de cada um, buscarmos juntos uma solução. A população não pode continuar a mercê de promessas não cumpridas” disse Nilson Leitão ao abrir a reunião.

O secretário de Saúde André Marchioro, apontou as dificuldades encontradas no atendimento aos cerca de 400 pacientes que procuram diariamente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), muitos dos quais acabam internados lá mesmo por falta de vagas no Hospital Regional que está com metade dos leitos ociosos porque o governo reduziu o valor do contrato da empresa que administra a unidade, inviabilizando o pleno funcionamento.

Sem o amparo do Hospital Regional, a UPA, que deveria prestar apenas o primeiro atendimento, internando por máximo 24 horas, por exemplo, vem desempenhando atribuições além da finalidade para a qual foi criada, e da estrutura que dispõe. Parte do problema, no entanto, está relacionado ao número de PSFs que não acompanhou o crescimento da cidade. Quando prefeito, Nilson Leitão implantou 16 equipes de Programa de Saúde da Família, hoje há 23 em funcionamento.

O secretário também relatou que há pelo menos seis meses o município não faz cirurgias eletivas. Há pacientes na fila de espera desde 2010, segundo o Escritório Regional de Saúde.

O banco de sangue, uma das primeiras medidas de Nilson Leitão quando prefeito, também passa por dificuldades e desde janeiro do ano passado está sem receber repasses, comprometendo sua capacidade de atendimento.

O quadro já caótico pode ficar ainda pior se até as 17h30 desta segunda-feira (23), o governo do Estado não repassar parte dos recursos devidos ao Hospital Santo Antonio pelo atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde. Sem o dinheiro em caixa, o hospital promete paralisar o atendimento pelo SUS.

“Chegamos a uma situação insustentável. Até aqui trabalhamos no sentido de fazer cumprir o papel da instituição, mas sem a contrapartida do Estado não podemos continuar. Se até as 17h30 desta segunda-feira o dinheiro não estiver na conta, vamos parar”, disse o diretor do hospital, Antonio Sérgio Amaral.

A expectativa do hospital é receber pelo menos R$ 5 milhões dos R$ 11 milhões, apenas de repasses em atraso. Segundo o administrador Wellington Randall, o governo deve seis meses e meio de repasses, sendo a metade do mês de julho e os meses de agosto, novembro e dezembro de 2017, além dos meses de janeiro, fevereiro e março de 2018.

O hospital coloca entre 55 e 70 leitos a disposição do SUS; realiza cerca de 300 partos por mês; 60 cirurgias de câncer e mais de 200 procedimentos de hemodiálise sem custo para os pacientes.

Para o deputado Nilson Leitão a saída é pressionar o governo. “Os problemas da saúde em Sinop não são nenhum segredo para o governo, aliás, muito desses problemas foram causados por alguns setores do próprio governo. A população de Sinop não pode ser penalizada. A ideia é mobilizarmos um grupo de autoridades para nesta segunda-feira (23), mais uma vez batermos à porta do Palácio Paiaguás em busca de respostas”, desabafou o parlamentar.

Há pouco mais de uma semana Nilson Leitão foi recebido pelo governador que ficou de dar um posicionamento sobre as demandas.

Adicionar comentário