Nilson Leitão se reúne com corpo clinico e funcionários do Hospital Regional de Sinop

No mesmo dia em que a Fundação de Saúde Comunitária de Sinop comunicou ao governo do Estado que desistiu de continuar gerindo o Hospital Regional de Sinop, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT) se reuniu com o corpo clinico do hospital e com funcionários da enfermagem e serviços gerais, preocupados com o que está por vir, visto que ainda há algumas folhas salariais em atraso.

A decisão de descontinuar o contrato foi tomada pelo conselho curador da Fundação no começo da semana por conta da dificuldade em receber recursos de repasses devidos pelo governo do Estado, entre outros. O desligamento foi comunicado aos médicos na noite desta quinta-feira (16).

Para o deputado Nilson Leitão, esgotadas todas as tentativas de solucionar o problema, não restou outra alternativa. “Entendo que o governo do Estado tenha herdado passivos financeiros da gestão anterior, o que sem dúvidas dificultou a gestão da Saúde. Acontece que estamos andando em círculos. Ouvi todos os lados, participei de diversas reuniões, mas todas as ações até aqui foram paliativas. Não posso ser omisso e lavar as mãos nessa questão da saúde de Sinop. Sem dinheiro a prestação do serviço fica comprometida, seja pela falta de material, seja pelo desestimulo dos funcionários que estão com salários e outros direitos, em atraso”.

A Fundação de Saúde Comunitária de Sinop tem repasse do mês de setembro ainda em aberto. Além do valor firmado em contrato, há ainda uma diferença entre o que estava no papel e o serviço efetivamente prestado. Este valor ficou sob auditoria e mesmo com parecer favorável da Procuradoria Geral do Estado e da Controladoria Geral, o dinheiro não chegou na conta da Fundação.

A entidade começou a gestão do Hospital Regional em 2012. Em novembro de 2014, por determinação do ex-governador sofreu intervenção do Estado, que durou até fevereiro de 2016. Durante o período o valor repassado para a unidade era de R$ 7 milhões. Com o fim da intervenção, o custo operacional caiu para R$ 5 milhões, mas o contrato de R$ 4,2 milhões não foi aditado. Pelo contrário, a última decisão da Secretaria de Estado de Saúde foi reduzir o valor para pouco mais de R$ 3 milhões.

Com a devolução do Hospital Regional, o governo do Estado tem 15 dias para se manifestar e apresentar o novo gestor.

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